segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cervejas com frutas

Bem uma de nossas próximas levas, a pedido do Henrique, vai ser uma cerveja de trigo na qual iremos adicionar framboesas, ou seja, vai ser a nossa primeira produção na qual iremos usar frutas como um dos ingredientes.

Na realidade o uso de frutas não é de todo incomum em especial quando estamos falando de cervejas belgas ou de “extreme beers” americanas.

Em verdade, na condição de cervejeiros caseiros em um país dominado pelas “pilsens levinhas” produzidas por grandes empresas, acredito que devemos sempre que possível inovar em nossas produções.

Não digo isso apenas por ser uma prerrogativa nossa, mas pelo fato de que devemos ao nosso paladar produzir cervejas sempre visando a qualidade e porque não com uma pitada extra de criatividade. Afinal, esse é o maior diferencial nosso em relação aos fermentados de cevada e milho industrializados.

Vamos ao que interessa, mas antes quero lembrá-los que praticamente tudo que vou escrever aqui pra frente não veio de experiências pessoais que tivemos com produções de cervejas com frutas mas sim de conhecimentos que “pesquei” navegando na web e lendo livros sobre homebrewing, em especial o Extreme Beers (do autor e dono da renomada cervejaria Dogfish Head, Sam Calagione) e Radical Brewing (escrito por Randy Mosher, um ícone do homebrewing norteamericano).


I – QUAIS FRUTAS UTILIZAR


Praticamente todas as frutas podem ser usadas na produção de cervejas claro que algumas “encaixam” melhor enquanto outras, bem, são mais indicadas para compor um suco ou mesmo uma vitamina.

Como uma regra geral devemos preferir frutas azedas e ácidas em detrimento de frutas mais doces. Não que as doces devam ser descartadas, elas apenas não costumam casar bem com cerveja. Acredito que uma boa opção seja optar por um do grupo das "berries" como amoras, cerejas, framboesas, morangos...

Vejam bem, a própria cerveja para ser balanceada tem que ter um equilíbrio doce X amargo (malte X lúpulo). Quando falamos de “Fruit Beers” estamos falando de um balanço mais “azedo/ácido” X doce entendem ? Uma fruta muito doce supostamente poderia desregular esse ajuste.

No que tange a forma, temos várias opções desde fruta fresca, extrato de fruta (natural preferencialmente), “purê” de fruta congelado e etc...

Enfim, praticamente todas as opções são boas se usadas corretamente. Devemos apenas evitar evitar usar sabores artificiais e produtos com muitos conservantes, aditivos e corantes. Eles não passam um sabor tão agradável e que certamente é inferior ao produto fresco e natural.


II- COMO ADICIONAR A FRUTA EM SUA CERVEJA


É aqui que temos uma grande controvérsia. Encontrei 4 métodos sugeridos sejam nos livros citados ou em artigos na internet. . Por isso vou enumerar as vantagens e desvantagens de todos e deixar vocês fazerem a escolha.


1- Adicionar no final da fervura.

Lembrem-se no final da fervura é após o término da mesma pois ferver frutas pode liberar pectina que da um amargor ruim na cerveja e uma turbidez indesejada. Vale ressaltar que os restos sólidos de algumas frutas também devem ser transferidos para o fermentador enquanto outras devem ser descartados juntamente com o trub. Sam Calagione defende esse método.

Vantagens:

- Elimina eventuais bactérias e leveduras selvagens que provavelmente existem em todas as frutas.

- Ajuda a resfriar o mosto mais rapidamente (especialmente se adicionar frutas congeladas – vide dicas)

- Os açúcares das frutas serão melhor convertidos pelo fermento.

Desvantagens:

- O calor do mosto fervido tende a eliminar sabores e aromas das frutas pela volatilização, ou seja, teremos um paladar proveniente das frutas bem menos aparente.


2- Adicionar durante a fermentação

O ideal é pasteurizar a fruta antes para eliminar eventuais bactérias. Para isso basta deixá-la em infusão durante uns 30 minutos em água quente (em torno de 80 - 82°C).

Vantagens:

- Os açúcares da fruta serão convertidos satisfatoriamente pelo fermento.

- Mais sabores serão passados para a cerveja.

Desvantagens

- Maior risco de contaminação. A cerveja no fermentador primário ainda não está totalmente saturada de álcool e ainda podem existir muitos nutrientes que podem ensejar a proliferação de bactérias e por conseguinte aumentar o risco de contaminação. Esse risco, no entanto, pode ser mitigado se você fizer a adição somente após uns 2 ou 3 dias quando a maior parte da fermentação já terminou.


3- Adicionar durante a maturação

Sem dúvidas a opção que melhor passa o sabor da fruta para a cerveja, tem algumas desvantagens no entanto. Randy Mosher defende esse método.

Vantagens:

- Muitos sabores residuais na cerveja. Realmente aqui a fruta passará melhor seu aroma e paladar.

- O ambiente da cerveja é menos propício a contaminações , estará suficientemente vazio de nutrientes e saturado de álcool. Ainda assim a pasteurização pode ser uma boa opção.

Desvantagens:

- Risco de supercarbonatação. Como o açúcar residual da fruta não foi fermentado ele pode posteriormente somar-se ao priming e supercarbonatar sua cerveja. Soluções seriam uma carbonatação forçada e manutenção de temperatura baixa ou reduzir o priming em torno de ¼ à ½ (impossível precisar pois a quantidade de açúcar varia conforme a fruta).


4- Envase

Basicamente essa opção só deve ser considerada se você for usar algum tipo de extrato sem açúcar. Nesse caso, tanto Randy Mosher como Sam Calagione afirmaram já ter usado esse método com bons resultados.

Vantagens:

- Você pode dosar a quantidade ideal ao ir provando amostras.

- Muito sabor e dulçor residual passado para a cerveja.

- Menos riscos de contaminação

Desvantagens:

- Supercarbonatação. Aqui todos os autores concordam que o ideal seria usar extratos sem açúcar para não correr o risco de explosões. Vale ressaltar que extratos sem açúcar costumam ser artificiais e não passar um sabor tão bom quanto outras opções.


III – QUANTIDADE


A quantidade, claro, varia conforme o gosto do bebedor. Para servir como base, vou colocar aqui duas tabelas, ambas referentes ao volume de 19 litros de cerveja (5 gallons). Pessoalmente achei a quantidade de frutas que ambos os autores sugerem um tanto exagerada. Em todo caso penso que para iniciantes o ideal seria começar sempre com adições mais modestas para ir "testando".

Clique nas tabelas para visualiza-las melhor.


IV - DICAS:


Vou repassar algumas dicas que achei interessantes durante minha pesquisa. Mais uma vez lembro vocês que essas dicas não derivaram de experiências pessoais, mas sim de minha leitura.

- Cervejas mais leves, com menos lúpulo, menos alcoólicas e mais claras (sem maltes especiais) tendem a realçar o sabor da fruta escolhida. Cervejas mais pesadas, lupuladas e escuras, ao contrário, tendem a camuflar o sabor da fruta.

- A presença de açúcares fermentáveis varia para cada fruta portanto não existe meio de precisar a sua quantidade.

- Logo, muitas frutas podem (e devem) conter açúcares. Leve esse fator em consideração, ou seja, talvez não seja aconselhável adicionar na maturação ou priming pois esses açúcares não serão fermentados e poderiam gerar uma supercarbonatação (explosão de garrafas) posteriormente.

- Para atenuar o problema acima Randy Mosher sugere cortar de 25 a 50% a quantidade de açúcar a ser usada durante o priming.

- Além disso pode-se também usar extratos sem açúcar que podem ser usados até na hora do envase. Nesse caso o ideal seria provar até achar a quantidade ideal.

- Lembre-se de deixar um espaço extra em seu fermentador para a adição das frutas.

- Frutas frescas dão um melhor perfil de sabor e aroma. Se preferir, no entanto, usar purês ou extratos é aconselhável misturar mais de uma marca ou adicionar uma pequena quantidade de frutas frescas.

- Tentem manter sempre que possível um “cobertor” de CO2 sobre as cervejas fermentando com as frutas, pois essas, em contanto com o oxigênio podem ser alvo de acetobactérias e gerar um sabor avinagrado que você com certeza não quer perto de sua cerveja. Ou seja, nada de fermentação aberta (a não ser que você queira uma “Lambic” ou outra “Sour Ale”)

- Curiosamente algumas frutas ao fermentarem adquirem um sabor totalmente novo como as peras. Na realidade o sabor de peras frescas é melhor reproduzido por damascos!

- Se desejar pode congelar sua fruta isso mantém ela estável até a hora de ser utilizada e rompe as paredes das células facilitando a absorção de seu sabor na cerveja. Apenas tome cuidado para não adicionar no fermentador a fruta ainda congelada para não dar nenhum choque de temperatura.

- Algumas vezes adições de ácido (penso que o lático seria o recomendável) podem ser interessante para balancear o paladar da cerveja, especialmente se for usar frutas doces.

- Sejamos honestos, fazer cervejas com frutas é relativamente difícil. Temos não apenas o riscos de contaminação, mas principalmente o de desbalancear sua cerveja em seu quesito principal, no sabor e é por isso que não aconselho a arriscar muito, pelo menos não de ser vc for marinheiro de primeira viagem. A probabilidade de perder uma leva (especialmente para iniciantes) é alta para a produção dessas cervejas.

Mãos a obra e boas cervejas para todos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

6ª Leva - Dubbel Noir

No domingo, dia 24/01 fizemos a nossa primeira Dubbel que vai ser inscrita para concorrer no concurso da Eisenbahn.

Para ser sincero quase não conseguimos faze-la, o fermento que íamos utilizar era a “lama” de um Wyeast 1214 que coletamos de uma de nossas levas (a Trimel) e a mulher do Henrique acidentalmente derrubou-o. Felizmente o Mauro Nogueira, nosso confrade da Confraria do Marques tinha a mesma cepa e gentilmente nos cedeu para podermos participar do concurso.

O nome da cerveja, Noir, significa preto. Como a receita que fizemos vai seguir as linhas da Brewer Association que pede uma Dubbel mais escura que a BJCP pensamos que o nome seria bem apropriado.

Bem, vamos aos detalhes da produção começando pela receita.


I - RECEITA


Essa receita foi bem complexa e levou 9 tipos de grãos maltados no entanto, devo admitir que o motivador dessa grande “variedade” foi justamente dar uma limpa no nosso estoque que ficou praticamente zerado após essa leva.

Felizmente nossa última compra de maltes acabou de chegar. Foram 80kg de grãos que nos servirão para os próximos meses. Abaixo a tão esperada receita.

Henrik Boden - Noir

Brew Type: All Grain Date: 30/12/2009
Style: Belgian Dubbel Brewer: Bode/Kiko/Mauro
Batch Size: 60,00 L Assistant Brewer: -
Boil Volume: 72,25 L Boil Time: 90 min
Brewhouse Efficiency: 75,0 % Equipment: Caldeirão 68L


Ingredients
Amount Item Type % or IBU
10,00 kg Pilsner (Weyermann) (1,7 SRM) Grain 56,6 %
2,00 kg Biscuit Malt (23,0 SRM) Grain 11,3 %
1,00 kg Wheat Malt, Pale (Weyermann) (2,0 SRM) Grain 5,7 %
1,00 kg Caraamber (Weyermann) (36,0 SRM) Grain 5,7 %
1,00 kg Caraaroma (Weyermann) (178,0 SRM) Grain 5,7 %
1,00 kg Caramunich I (Weyermann) (51,0 SRM)
Grain 5,7 %
0,50 kg Pale Malt (Weyermann) (3,3 SRM) Grain 2,8 %
0,16 kg Carafa I (Weyermann) (320,0 SRM) Grain 0,9 %
40,00 gm Galena WE [13,00%] (70 min) Hops 18,6 IBU
20,00 gm Saaz - WE [3,20%] (5 min) Hops 0,5 IBU
2 Pkgs Belgian Ale (Wyeast Labs #1214)
Yeast-Ale

OBS: Tem 1 kg de Malte Vienna que resolvemos colocar de última hora na hora da brassagem.

Beer Profile
Estimated Original Gravity: 1,069 SG (1,062-1,075 SG) Measured Original Gravity: 1,069 SG
Estimated Final Gravity: 1,017 SG (1,008-1,018 SG)
Estimated Color: 22,9 SRM (10,0-17,0 SRM)
Bitterness: 19,8 IBU (15,0-25,0 IBU) Alpha Acid Units: 1,1 AAU
Estimated Alcohol by Volume: 6,7 % (6,0-7,6 %)


Mash Profile
Name: Brassagem Mash Tun Weight: 10,00 kg
Mash Grain Weight: 17,66 kg Mash PH: 5,2 PH
Grain Temperature: 22,2 C Sparge Temperature: 78,0 C
Sparge Water: 55 L Adjust Temp for Equipment: FALSE

Name Description Step Temp Step Time
Step Add 44,25 L of water and heat to 55,0 C
55,0 C 15 min
Step Heat to 65,0 C
65,0 C 50 min
Step Heat to 72,0 C
72,0 C 35 min
Step Heat to 78,0 C 78,0 C 12 min


II – MOAGEM


A moagem foi rápida e como de costume usamos uma furadeira com um gancho acoplado para girar o moinho agilizando o processo.


III - BRASSAGEM


Começamos mal a brassagem pois esquecemos de fazer o controle de ph com o nosso “5.2 ph stabilizer” (um produto importado que deixa o ph do mosto fixo em 5,2). Felizmente nossa eficiência não ficou prejudicada. Cada vez mais penso que o controle de ph é uma parte quase que inócua da brassagem.

Vale ressaltar que usamos 45 litros de água. Chegamos nesse número multiplicando o total de grãos utilizados (pouco mais de de 17kg) por 2,5.


IV – FILTRAGEM/LAVAGEM


Ao término da brassagem transferimos o conteúdo para uma segunda panela com o fundo falso acoplado. Após, esquentamos 55 litros de água para a lavagem/sparge do bagaço.

Uma boa dica que pegamos é o uso de resistências elétricas para agilizar o aquecimento o que vale um agradecimento especial ao cervejeiro caseiro carioca Renato Stein que nos emprestou uma das suas.

Enquanto a água ia aquecendo aproveitamos para ir re-circulando o mosto sobre a malha de grãos para dar uma clarificada no mesmo.

Quando os 55 litros chegaram ao patamar de 78°C começamos a lavagem e a filtragem simultaneamente usando aquele nosso velho esquema de “3 andares”.

Nele subimos o caldeirão com a água da lavagem para cima de um balcão para usar a gravidade como aliada e dessa forma dispensar o uso bomba para fazer a transferência de líquidos.

Resumidamente o nosso sistema funciona assim:

1- Panela de cima: No topo a água quente da lavagem é mantida em torno de 78°C com o auxílio de uma resistência e desce vagarosamente por uma mangueira até o nosso sistema de irrigação do bagaço feito com CPVC

2- Panela do meio: Nela está o bagaço que vai ser o alvo da lavagem, fazemos isso com os referidos tubos de CPVC furados perfazendo um pingamento vagaroso que impede a criação de canais preferenciais na malha de grãos.

3- Baldes de baixo: Em baixo colocamos baldes que vão armazenar o mosto devidamente filtrado. Aproveitamos ainda para usar um grain bag de modo a fazer uma segunda filtragem e reter eventuais impurezas (como cascas de grãos) que eventualmente possam escapar.

Veja um vídeo explicativo: http://www.youtube.com/watch?v=FWd7xIz4Hpk

Terminada a filtragem fizemos um a medição de densidade que acusou 1058. Como parte da água é evaporada durante a fervura, sabíamos de antemão que nossa OG terminaria com algo em torno de 1068, bem próximo dos 1070 que pretendíamos.


V – FERVURA


Nosso caldeirão comporta 68 litros mas como nossas produções quase sempre levam mais que isso para a fervura usamos uma segunda panela com capacidade de 20 litros que o Henrique tinha em casa para dar conta do restante. Passado um tempo, com a evaporação conseguimos juntar tudo no panelão maior.

Novamente usamos as resistências elétricas para ferver mais rapidamente (e melhor) o mosto. Antes, levávamos cerca de 1 hora e meia só para o mosto começar a ferver decentemente. Dessa vez levamos cerca de 30 minutos.

Vale ressaltar que o uso de resistências só deve ser feito para esquentar a água ou o mosto já filtrado pois se entrar em contato com grãos estes provavelmente seriam torrados.

Enfim, a fervura durou 90 minutos tivemos algumas ameaças de boil-over já que enchemos muito o caldeirão. Fizemos uma boa retirada da camada protéica em suspensão e ficamos do lado para controlar e prevenir esse risco.

A fervura foi intensa e sobretudo tensa! Enchemos demais o caldeirão e quase transbordamos o mosto durante a fervura. Felizmente ficamos do lado o tempo todo para evitar o desastre.

Outrossim, na medição final de nossa densidade percebemos que a Noir ficou com uma OG entre 1069 e 1070.


VI – RESFRIAMENTO E AERAÇÃO


No finalzinho da fervura fizemos o whirpool e colocamos o chiller para esteriliza-lo junto ao mosto.

Começamos então a resfriar o mosto processo esse que durou cerca de 45 minutos à 1 hora. Tempo que usamos para sanitizar duas bombonas que posteriormente seriam usadas como fermentadores e juntas tem capacidade para cerca de 70/80 litros de cerveja.

Aeramos da maneira usual deixando o mosto cair no fermentador de uma certa altura e em seguida sacudimos por uns 2 minutos os baldes.


VII – FERMENTAÇÃO/MATURAÇÃO


No fermentador menor inoculamos um pacote de S-33 enquanto no maior foi utilizado o Wyeast 1214. Uma curiosidade desse fermento é que ele é tido pela comunidade cervejeira como a cepa que a Chimay usa. Se algum de vocês já experimentou um Chimay antes sabe que se for verdade a Noir tem tudo para ficar uma delícia.

Leonardo Orenstein, cervejeiro caseiro, inoculando fermento. Leo se a cerveja ficar ruim já sabemos de quem foi a culpa!

No tocante as temperaturas de fermentação, começamos com 20° e aumentamos para 23°, temperatura essa mantida até a maturação quando baixaremos a temperatura para 5°C e deixaremos por 20 dias.


VIII – CERVEJAS DEGUSTADAS DURANTE A BRASSAGEM


Para não ficar muito chato e técnica o texto achei interessante finalizar com uma listinhas das cervejas que bebemos durante a brassagem da Noir.

Começamos leve com a costumeira Heineken que foi consumida com petiscos que nos acompanharam durante todo a tarde.

Heineken e outras cervejas + aperitivos... A Vida é boa não é mesmo ?

Em seguida passamos para a Primator Premium, uma Pilsen (autêntica) produzida na República Tcheca com forte presença de malte e um lupuluzinho no final como não podia faltar.

Ato contínuo partimos para a Smaug, nossa Rauchbier que curiosamente cada vez que bebíamos sentíamos intensidades diferentes do defumado. Gostamos muito dessa cerveja (o Henrique principalmente) ainda que tenha aparecido um sabor leve e inesperado de diacetil que não chegou a atrapalhar o conjunto.

Mauro com a Smaug. Ele achava que não ia gostar mas acabou adorando essa cerveja!

Após a defumada partimos para a principal, nossa Trimel. Realmente a melhor cerveja que já fizemos (foi unânime essa afirmação). Aromática e com espuma duradoura e cremosa (vejam na foto abaixo como até sai do copo) essa com certeza vai ser uma receita a ser repetida!

Essa é uma verdadeira unanimidade. Todos que provaram adoraram, a Trimel. OBS: Essa daí ainda foi engarrafada em uma garrafa que antes continha a famosa "Rosas", uma Red Ale produzida pela Female Carioca.

Completando a bebeção tivemos Stout Mistura Clássica, Demoseille e outras duas cervejas caseiras uma Smoked Bock (excelente!) e uma Stout do Leonardo Orenstein um cervejeiro caseiro carioca que apareceu para participar da farra.